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Jun
18
2025
Inflação brasileira em maio é de 0,26%
Inflação brasileira em maio é de 0,26%
Para o Sincomercio São José dos Campos a energia elétrica deverá continuar sendo o vilão.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, divulgou neste último dia 10 de junho que a inflação brasileira atingiu em maio os 0,26%, um patamar inferior aos registros dos últimos três meses e menor até mesmo que a inflação de maio de 2024, quando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu os 0,46%.
Antes de quaisquer análises, é importante dizer que o IPCA é considerado o indicador oficial da inflação brasileira e a palavra “Amplo” em sua nomenclatura significa que ele capta o impacto das variações dos níveis gerais de preços para famílias que recebem de 1 a 40 salários-mínimos ao mês, isto é, uma gama de bastante amplitude.
Gráfico 1: Evolução índice mensal do IPCA

Fonte: IBGE
Elaboração: Sincomercio São José dos Campos
Se a variação geral do IPCA em maio foi de 0,26%, para o Sincomercio São José dos Campos compreendermos de onde vieram as pressões de alta é o mais importante, até para preparamo-nos melhor como empresários e consumidores. Neste quinto mês do ano a pressão foi mais localizada no grupo de itens de “Habitação”, que evoluiu 1,19%. Dentro do grupo de “Habitação” chamou atenção a variação de preços da energia elétrica residencial, que sozinha avançou 3,62% no mês.
Por outro lado, aquele grupo que vinha sendo o vilão dos preços durante os últimos meses possuiu um mês de maio mais “comportado”. Estamos falando do grupo de “Alimentação e bebidas”, que avançou apenas 0,17% nesta última divulgação do IBGE, mas acumula altas de 3,88% nos cinco primeiros meses do ano e significativos 7,33% nos últimos 12 meses. Ambos os percentuais acima da média geral.
Tabela 1: Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio de 2025, por grupos

Se o IPCA cresceu 0,26% em maio, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) variou 0,35%. E o que é o INPC? O INPC também é um dos mais importantes índices de preços ao consumidor do país, mas avalia uma população de faixa mais restrita de rendimentos. Se o IPCA avalia a inflação de quem ganha de 1 a 40 salários-mínimos, o INPC avalia de quem recebe de 1 a 5 salários-mínimos, especialmente para analisar o comportamento dos preços para as pessoas com rendimento menores. Além dele ser o índice em que se baseiam quase todos os processos negociais entre as categorias profissionais e empresariais do país.
Por ter o mesmo grupo de itens analisados no IPCA, mas com pesos diferentes do custo de tais itens já que considera apenas as famílias de mais baixa renda, o INPC de maio marcou aumento de 0,35%, também puxado pela energia elétrica (+3,71%). A diferença é que, neste caso, a energia elétrica pesa proporcionalmente mais para quem ganha menos, isso em relação ao seu próprio rendimento mensal. Por isso o INPC ficou mais alto que o IPCA em maio, ainda que em ambos os casos o maior vilão foi realmente o mesmo item.
Tabela 2: Índice de Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de maio de 2025, por grupos

ANÁLISE DO SINCOMÉRCIO SÃO JOSÉ DOS CAMPOS:
Ainda que a evolução dos preços da economia brasileira no mês de maio tenha sido mais comportada, é importante traduzir aos nossos comerciantes e para a população em geral que quando a inflação passa de 0,43% em abril para 0,26% em maio não significa que os preços baixaram. Significa apenas que os preços cresceram em um ritmo mais fraco, porém, na média continuaram crescendo.
Em geral, o que se observa é que estamos convivendo com uma inflação que se não é explosiva é bastante persistente. E no acumulado dos doze meses está focada em itens básicos, como alimentação e bebidas, o que prejudica especialmente as famílias que possuem rendimentos mais baixos. Saber disso é relevante para o consumidor, que vendo que precisa de mais renda para comprar as mesmas mercadorias precisa adaptar sua cesta de itens e intensificar pesquisas, mas também é relevante ao comércio. O setor precisa analisar o que pressiona o orçamento das famílias para também projetar suas compras, seus preços e analisar unitariamente as suas margens, até para continuar vendendo.
Além disso, a expectativa do Sincomércio São José dos Campos é que continuaremos a conviver com uma inflação acima das metas estipuladas. E mesmo agora junho, onde a energia elétrica residencial passou da tarifa adicional amarela (que acresce R$1,885 para cada 100 Kw/hora consumidos) para a bandeira vermelha I (que acresce R$ R$4,46 a cada 100 kW/hora consumidos), ela ficou ainda mais cara e continuará com este incômodo protagonismo de ser a “vilã” do bolso das famílias.